FREE THE NIPPLE: Feminismo ou Exibicionismo? - A Resposta

11 de fevereiro de 2017

Hello! É a primeira vez - mas não a última - que entro na temática do feminismo neste blog. Isto porque considero importante desmistificar certas ideias muitas vezes obviamente incorrectas associado a este movimento e às lutas ligadas ao mesmo.


Recentemente deparei-me com uma publicação no blog Joan of July e fiquei incrédula com o que li. Não pretendo ofender ninguém, muito menos a autora do artigo, mas senti a necessidade de refutar as palavras que esta deu como certas e que muitas acenaram e concordaram sem pôr em causa o que realmente foi dito. Desta forma, esta publicação serve de análise e resposta à publicação em si. Vamos começar?





"As feministas do passado lutaram e conseguiram assegurar-nos o direito de voto naquela que foi indiscutivelmente a maior vitória na luta pela igualdade. Lutámos também – e mais recentemente – pela despenalização do aborto." 



Normalmente, esperamos ouvir "peritos" a afirmar a relevância histórica dos acontecimentos e mesmo assim os historiadores, por exemplo, ainda não entraram em consenso quanto ao que deve ou não constar nos manuais de História. Afirmar que x assunto é indiscutivelmente mais importante que outro é muita ousadia. Admiro a coragem. 

Relativamente ao aborto, informo que não conseguimos a despenalização mas sim a legalização e a diferença está no facto de caso tivesse sido despenalizado, a pessoa teria de continuar a recorrer a métodos pouco seguros para o fazer, embora não fosse presa ou precisasse de pagar alguma multa; enquanto que a legalização neste contexto pressupõe acompanhamento, prevenção e protecção do estado em relação à saúde da pessoa. 

As pessoas lutam pela legalização do aborto há tanto tempo quanto lutam pelo direito ao voto. Para algumas, o aborto chegava a ser mais prioritário do que o direito ao voto, pois consideravam o voto irrelevante tendo em conta a importância da auto-gestão. (Aconselho-vos vivamente a ler sobre o movimento Mujeres Libres e a sua relevância aquando a revolução catalã de 1936) 

Movimento "Mujeres Libres" - Cataluña 1936



Em última análise, o direito ao voto ainda não é uma vitória. Nem todas as mulheres podem votar, mesmo nos países em que este é supostamente legal (mulheres e homens ilegais, mulheres e homens com determinados termos de residência, etc). 

"Das lutas pelos direitos das mulheres que ainda se travam constam ainda a luta pelo fim da mutilação genital feminina e a luta pelo fim da discrepância entre os salários... Ah, e a luta pelo direito de mostrar os mamilos nas redes sociais... A mutilação genital feminina e os salários podem esperar."


As situações referidas acima não podem nem devem ser desvalorizadas e merecem toda a atenção que lhes conseguirmos dar. Contudo, para além dessas, há outras centenas ou milhares de situações também mais do que válidas. A luta pelos direitos das pessoas trans*, pela condição da mulher não branca na sociedade (por exemplo) e, umas das questões que mais marcam a onda de feminismo em que vivemos, a luta por fazermos o que bem nos der na gana em relação ao nosso corpo, desde que não punhamos em causa a liberdade do próximo.


Vamos então começar a falar de mamocas na Internet? 

"A esta altura do campeonato, não vejo como será possível não conhecerem o movimento [Free the Nipple]; (...) Começou – creio – porque muita gente se apercebeu que redes sociais apagam posts e, por vezes, contas quando estas contêm nudez. A partir daqui, gerou-se uma onda de indignação..., não tanto de homens que se vêem privados de mirar belos mamilos (eles sabem onde vê-los se assim o desejarem e não vêem as redes sociais como fonte inesgotável de mamilos), mas sim de mulheres que se vêem privadas e partilhar fotos de mamilos à mostra. (...) Diz-se que é um atentado aos direitos das mulheres (...)" 


Quem me dera que este movimento não passasse de uma série de pessoas indignadas com as políticas de uma ou várias redes sociais. Lamento Catarina, mas não é esse o propósito do "Free The Nipple". 

Este é um movimento que luta contra a objetificacao do corpo da mulher. Constatamos facilmente que os homens estão socialmente autorizados para andar na praia em tronco nu, para andar na rua num dia de verão em tronco nu e, eu não os censuro, chega a bater mais de 30ºC! São muitas as situações em que os homens podem mostrar os seus mamilos ao mundo e a mulher não pode. O que acontece quando estas o fazem, é hediondo. Parece-me, então, que a questão das redes sociais neste contexto e associada a este movimento é um mero pormenor (excepto como meio de divulgação, claro). 




Biologicamente falando, a função das mamocas femininas é produzir leite, dá-lo e às vezes nem isso, estão só ali, tal e qual como as de um homem. Mas partindo do princípio que a regra é alimentar a cria, a conotação sexual atribuída às mamas é uma construção social e deve ser combatida. E a ironia é que para não ofender aqueles que vivem sob uma construção social ridícula como esta, há mulheres a alimentar os seus filhos em casas de banho públicas porque fazê-lo na rua seria um "ai jesus"! 

Mulher a ser humilhada por dar de mamar em público

E sim, isto é um atentado contra a liberdade individual e sobretudo feminina, tornando-a não só válida como também muito importante na luta feminista. 

"O feminismo está a tomar proporções ridículas. Hoje em dia chama-se feminismo a tudo. (...) Muitas feministas hoje em dia têm – na minha opinião – as prioridades trocadas e vidas tão privilegiadas que não lhes restam mais lutas que não este tipo de parvoíce. (...) Há muita coisa pela qual ainda vale a pena lutar, mas por mostrar mamilos no Instagram ou no facebook não devia ser."


O feminismo é um conceito complexo mas com uma finalidade "simples". Isto até é mais relativo do que parece, pois o que o feminismo é ou deixa de ser está comumente ligado a convicções políticas. Não acho que a liberdade e igualdade se consigam plenamente numa coisa excluindo todas as outras, por isso, se me perguntarem, defendo o feminismo libertário e interseccional. 



Não é por precisares de regar as plantas que não podes lavar a louça. Há tempo para tudo e há lutas mais pessoais que outras, mas podemos sempre dedicar a nossa atenção aqui e ali. Das coisas mais bonitas em torno do movimento feminista é a capacidade que as pessoas têm de apoiarem as lutas umas das outras.

O que o feminismo é ou deixa de ser já é mais um tema de opinião do que este texto sem sentido nenhum. E isso sim merecia um valente debate e troca de opiniões!

"As redes sociais não são públicas, são criadas por empresas privadas, cada uma com a sua política, com a qual vocês concordam quando se inscrevem e criam ou perfil ou quando instalam um update à política de privacidade e clicam na checkbox a assumir que concordam com tudo. Ora, as redes sociais têm regras: ou concordam ou discordam. Se discordam, porque as usam?"


As políticas das redes sociais estão em constante mudança e normalmente acontecem por queixas dos utilizadores. São empresas privadas cujo dinheiro é gerado pelos milhões de utilizadores que recorrem às mesmas. Estas empresas privadas não existiriam sozinhas, pelo que normalmente tendem a responder às sugestões e queixas das pessoas que as utilizam.

Relembro que uma vez foi removida uma fotografia da guerra do vietnam, salvo erro, em que apareciam várias crianças a correr nuas. Não que o conteúdo fosse tremendamente gráfico, afinal a imagem não tem a qualidade das fotografias de hoje. Em todo o caso, houve queixa por parte dos utilizadores que levaram a que o Facebook alterasse a sua política e tivesse em conta a relevância histórica de certas fotografias. Outro exemplo, as fotografias de mães a amamentar, que também eram removidas. Entretanto, o Facebook actualizou a sua política em relação ao assunto. Pelo que só resta constatar que, enquanto utilizadores de determinado serviço, temos o direito de reclamar, como o fazemos em muitas outras situações.


"(...) se é importante para vocês mostrarem os mamilos, porque insistem em fazê-lo nas redes sociais quando podem fazê-lo noutros sítios e ainda ganhar dinheiro com isso?"


??? 

"Independentemente de concordar ou não com a profissão, há mulheres que ganham dinheiro a mostrar o corpo, seja presencialmente ou na internet, mas quem quer mostrá-los nas redes sociais vai fazê-lo de graça… Não se sentem injustiçadas por saber que há quem pague rios de dinheiro para ver mamilos e os vossos sejam “comprados” a troco de likes? Que eu saiba, os likes não põe comida na mesa."

A sério que estamos a comparar prostitução com exposição de mamilos? Que eu saiba o órgão sexual feminino é a vagina, não as mamocas. E independentemente dos serviços prestados por prostitutas ou por qualquer mulher que mostre as mamas num site em que possa ganhar com isso, só acontece porque as mamas continuam a ter uma forte conotação sexual, precisamente o que queremos combater e acima de tudo porque essas mulheres assim o querem! São as mamas delas, é o corpo delas e a mim não me aquece nem arrefece. Se querem publicar uma foto das suas mamocas no Instagram porque as acham cute, que o façam.


Uma última nota: há muita gente que põe comida na mesa à conta dos likes, por acaso. Ou achas que aqueles perfis com centenas de milhares de seguidores e likes não ganham pelo engagement que têm?

"(No domingo passado fui ao Museu Nacional de Arte Antiga, vi este quadro e achei apropriado mostrá-lo neste post. O título é “Cortesã” e, adequadamente, segura uma moeda de ouro na mão direita. Ora, isto quer dizer que no séc. XVIII não se mostravam os peitos sem receber nada em troca. Será?…)"


Boa! Descobriste uma das profissões mais antigas de sempre. Mas a sério que estamos a comparar o século XVIII com o século XXI? Tanta coisa que se fazia no século XVIII que não se faz nos dias de hoje, ou estás a querer dizer que naquela altura é que era bom e que devíamos retroceder centenas de anos em evolução? Não percebi, Catarina. 

"Se são apoiantes deste movimento pergunto-vos isto:1.Por que é tão importante para vocês mostrarem os vossos mamilos nas redes sociais?
2.Mostrá-los iam se não fosse “proibido”? 
3.Mostrá-los-ão se, um dia, o Instagram e o Facebook concordarem em mudar as suas políticas? Há muitas pessoas que conheço e que defendem o movimento que sei que NUNCA o fariam. Parece que só se juntaram à causa porque agora é cool." 


Ora, a questão (e o que pareces querer ignorar) não é a importância de mostrar os mamilos nas redes sociais, mas poder expô-los da mesma maneira que os homens e fazê-lo com indiferença. São mamas, não uma vagina! 



Respondendo à segunda questão: sim. Mas em muitos sítios não é proibido fazer topless, e é algo que por acaso costumo fazer. Lembro-me de uma vez estar na praia com uma amiga e não ter a parte de cima do bikini. Chegaram uns rapazes que em tom de gozo se viraram para mim e disseram "Ah, andas aí com as mamas à mostra como se tivesses alguma coisa para mostrar" eu olhei para eles e disse: e vocês em tronco nú, têm? Não me responderam e ficaram na deles o resto da tarde, pois eu não estava ali a mostrar-lhes as mamas, estava ali a aproveitar a praia com a teta ao léu porque não gosto de usar parte de cima! Isto para dizer que há inúmeras situações em que a maldade na exposição de mamas reside apenas no preconceito generalizado em relação ao mesmo. 

A questão é que muitos homens publicam as suas fotos em tronco nu nas redes sociais, o tempo todo, ninguém se importa. Se não os quiserem ver, ignoram, fazem scroll down e continuam com as suas vidas. Porque é que não se faz o mesmo em relação às mamas das mulheres? Precisamente pela implícita conotação sexual das mesmas, que procuramos combater. 

Como referi acima, o bonito do feminismo é apoiarmos as lutas uns dos outros. Não preciso de querer ou submeter-me a uma cirúrgia de alteração de sexo para apoiar aquelxs que dela necessitam.

"Porque acham que as redes sociais impõe regras? Será, em parte, porque não controlam eficazmente as pessoas que nelas se inscrevem e que podem facilmente inventar uma idade superior quando não passam de crianças? Acham apropriado crianças e pré-adolescentes apanharem com as vossas mamas (salvo seja) no feed do Instagram sem sequer procurarem por elas? Então e eu? Também tenho que andar a ver as vossas mamas sem o querer? Custa assim tanto admitir que possa haver muita gente que possa não querer ver as vossas mamas?"


Então mas as crianças já podem ignorar as políticas de segurança das redes sociais e estar lá sem sequer terem idade para tal e nós temos de obedecer às políticas impostas? (Tudo bem, são crianças, não sabem bem o que fazem e nós dizemos isto até que elas tenham os seus 16/17 anos) Se há menores de 13 anos nas redes sociais, os encarregados de educação é que devem ter atenção a isso. 

Volto à questão, se as mamas das mulheres fossem tratadas como as dos homens, agíamos como sempre: ignorávamos e fazíamos scroll down. Mas as mamas da mulher servem para alimentar (no fundo a única diferença em relação às mamas de um homem) por isso não podem ser tratadas da mesma maneira. Temos de as esconder com a vida devido a uma construção social que hoje em dia faz cada vez menos sentido! Aposto que não tens o mesmo problema em ver mamilos de um homem, porque é que vais ter com os de uma mulher? São nojentas? São o quê?


"Já perdi a conta aos milénios em que os seios das mulheres são considerados – até por elas próprias – como armas de sedução. Pensem. Não é um bocadinho hipócrita fingirmos que os seios/mamilos não são sexuais quando nós mesmas os usamos nesse sentido quando nos convém? Não precisam de responder, fiquem só a pensar nisso. Eu sei que vocês o fazem, porque todas o fazemos. Agora, quando um homem nos mostra os mamilos deles (nunca o fazem de propósito, sabem disso, certo?) nós ficamos na mesma, tipo “meh”.

Não sei se te consideras feminista, Catarina. Mas esta porção de informação foi o mais machista que li neste texto, até agora. 

Também Não sei se usas as tuas mamas como arma de sedução, pouco me importa se tu ou outras pessoas que conheças o fazem. Importa-me no entanto que as pessoas que o fazem tenham consciência do comportamento que estão a perpetuar. São esse tipo de comportamos que continuam a fazer com que os nossos corpos sejam objetificados todos os dias. Felizmente sempre me impus para que as minhas ideias chegassem mais além do que o tamanho das minhas mamas. Sempre valorizei a minha capacidade intelectual em comparação ao meu corpo e as respostas aos meus esforços sempre foram minimamente positivas. Nem todas as mulheres usam os seus seios como armas de sedução, é obsceno dizeres isso de todas as mulheres, é um ataque a todas aquelas que diariamente lutam para que as vozes sejam ouvidas sem meter o seu corpo à mistura. Também há as que o fazem por ser o método mais fácil, por haver homens imbecís ao ponto de se corromperem por duas mamas, mas isso cabe a cada uma, é incorrecto falares por todas.

Os homens nunca mostram os mamilos de propósito? Então mas... eles publicam aquelas fotos "hiper sensuais", aos olhos deles, em tronco nú nas redes sociais sem querer? Não o fazem numa tentativa de seduzir as damas com aqueles bíceps ou corpinho definido? Ou simplesmente porque se sentem confortável no seu corpo para fazê-lo? Hm? Não percebo, Catarina. 

"Não. Os seios – e é aqui também que reside a sua beleza – são multifacetados, aliás, as mulheres são multifacetadas! Mas volto a perguntar: por que é assim tão importante mostrá-los nas redes sociais?"


São multifacetados em que sentido? Dão leite? São uma fonte de estímulo sexual? Os mamilos dos homens também são uma fonte de estímulo sexual, só não dão leite. Então em que ficamos? O importante não é mostrá-los nas redes sociais, mas fazer com que a sua exposição nas redes sociais seja tratada da mesma maneira que a dos homens, sem a exacerbada conotação sexual inerente aos seios femininos.

"(...) A Jessica Athayde partilhou no seu blog uma foto supostamente desafiante em que levantava a camisola e mostrava as maminhas… com um “Censored” a vermelho por cima delas instigando a discussão sobre o free the nipple. Aqui, a censura foi imposta pela própria. (...) ela não queria mostrar coisa nenhuma, porque se quisesse podia tê-lo feito. (...)"


Se ela quisesse fazer, tinha-lo feito. Talvez não quisesse mostrar coisa nenhuma, mas provavelmente apoia o movimento e quis mostrá-lo, fazendo uso da sua influência enquanto figura pública para fazer chegar a mensagem aos seus seguidores. O que ela faz ou deixa de fazer, é com ela.

(...)se mostrarmos tudo livremente nas redes sociais, não têm também eles [homens] o direito de só verem as nossas fotos se estivermos despidas ou de comentar com comentários que não queremos ler (ou queremos?) só por estarmos meias nuas? Os direitos não podem ser unilaterais, hã?"


Têm o direito a comentar e de ver, as pessoas que publicam fotos das suas mamas nas redes sociais têm noção disso e podem ou não controlar as pessoas que vêm essas imagens. Podem ter os comentários em conta, podem ignorá-los, podem até apaga-los. Continua a ser um problema de quem publica as fotos e de quem faz comentários obscenos, não nosso. 

"(...) E se agora lhes dá na cabeça começarem um movimento chamado #freetheballsack ou #freethescrotum ? Também vão querer levar com essas imagens quando estiverem todas contentes a passear no vosso feed à procura de gatinhos e outfits of the day?"


A sério que estás a comparar órgãos sexuais com mamas? A sério? Catarina, não faz sentido. Ainda que os mamilos sejam uma fonte de estímulo sexual (tanto em homens como mulheres), os órgãos sexuais continuam a ser os que são. Esta comparação não só é ridícula como também não faz sentido. 

"Não estaremos perante um caso de narcisismo/necessidade de exposição e de atenção? Porque, ao fim e ao cabo em que é mostrar mamilos nas redes sociais vai melhorar as condições de vida das mulheres?"


Talvez venham a melhorar a vida das mulheres sim, quando a sua exposição for indiferente, não tiver uma conotação sexual; o corpo da mulher deixa de ser um mero objeto sexual à mercê de ser utilizado com ou sem consentimento por outro indivíduo. 

"Para mim, o feminismo não é o direito de mostrarmos o nosso corpo, é o direito de recebermos o mesmo que os homens quando desempenhamos tarefas iguais, é o direito a não sermos excluídas porque damos à luz e temos licenças de maternidade (...)" 


Volto a afirmar que não é por precisares de regar as plantas que deixas de conseguir lavar a louça. O feminismo é muito mais do que afirmaste. 

Além disso, frizo que a luta feminista por norma presa a partilha das licenças. Que os pais tenham tanto o direito a ficar em casa com os filhos como as mães e, quando as empresas ou o estado "garantirem" essa igualdade, as mulheres deixarão de ser excluídas em entrevistas de emprego porque os homens gozarão do mesmo privilégio. Se eu concordo com a protecção do estado/empresas ou não, é indiferente. Estou meramente a constatar uma relação lógica entre as coisas. 

"O direito à exposição gratuita nas redes sociais é exibicionismo e fome de atenção disfarçados de feminismo. Chamem-lhe o que quiserem, menos feminismo, por favor. Agora, podemos voltar à luta por causas mais nobres?" 


Então vá Catarina, para terminar 'bora proibir homens e mulheres de publicarem fotos em tronco nú porque é hendiondo. Os mamilos são hediondos, os dos homens e os das mulheres, TODOS! É essa a finalidade deste post? É que não percebi. Lamento que só te consigas preocupar com uma ou duas causas no grande aglomerado de lutas que é o feminismo - este sim, mais multifacetado que o mamilo!

Ilustração de Carol Rossatti




Sintam-se à vontade para fazer dos comentários um local de partilha de ideias face ao que foi escrito. Não tomem tudo por correcto, nem mesmo aquilo que julgam saber com toda a certeza. Se algo do que eu disse não estiver completo ou sintam a necessidade de acrescentar algo, é só dizer.

Continuem a levantar essas vozes em uníssono.
Beijinho!

3 comentários

  1. O artigo e tão longo
    Eu sempre me considerei feminista alias quando era nova era cool acreditar em alguma coisa e fazer revoluções
    Mas no fundo defendo direitos iguais e não melhores
    Tenho pena que o femenismo tenha caido na rua da amargura
    Infelizmente acontece muito
    Quem faz é mais crucificado do quem não mexe um pau

    Eu sempre fiz topless nem foi por nada só detesto marcas de biquíni

    Neste momento sinto-me mal a faxe-lo na minha zona que a juventude é muito careta e não quero que a minha filha oiça bocas na escola
    Beijinhos
    No fundo é um retrocesso

    ResponderEliminar
  2. Pois é, ainda pensei em publicá-lo por partes mas optei por fazer uma espécie de separação de conteúdo, assim a pessoa vai mais a uma determinada parte do texto do que a outra, não sendo necessário (porém sempre preferível) lê-lo na íntegra.

    Mas percebo totalmente, eu ainda não tenho filhos a meu encargo e recai sempre uma responsabilidade sobre nós no que toca à nossa imagem quando temos filhos pequenos rodeado de gente tacanha.

    Também não me sinto confortável a fazer topless em qualquer sítio, ainda que seja sempre minha opção fazê-lo ou não. O que eu defendo é que façamos a nossa parte e respeitemos as outras pessoas e nos respeitemos entre mulheres, fazer ou não fazer é uma opção que cada uma de nós escolhe :)

    Um beijinho e tudo de bom,
    Maria

    ResponderEliminar
  3. Adorei a resposta ao post de outro blog!
    Sinceramente, o preconceito e o julgamento não leva a um pensamento coerente e imparcial.
    Para mim, o corpo humano é tão natural como o corpo de outra espécie, não fico ofendida por ver mamilos, pénis, vaginas, porque tudo faz parte de algo natural e que todos nós temos, a cabeça e mentalidade das pessoas é que está de tal maneira influenciada pelas normas que a sociedade nos impõe, que sentem-se ofendidas ou chocadas por ver partes do corpo de outras pessoas. Free the Nipple Sim!
    O ser humano tem de aprender a pensar pela sua própria cabeça e deixar de se influenciar por tudo o que lhe rodeia ;)
    Love*
    Treze Mundos

    ResponderEliminar

Latest Instagrams

© KUNZITE. Design by FCD.