O QUE ME PODIAM TER DITO SOBRE PARIS

2 de março de 2017



Há uma semana atrás, regressava de Paris. Parti com uma série de preocupações relativas ao meu destino, que posteriormente se revelaram (quase) inexistentes. 

Sou o tipo de pessoa que faz uma prévia pesquisa sobre o país para o qual viaja e esta vez não foi excepção. Preços, segurança, língua, enfim... toda uma série de coisas que considerei importantes. 

Serve esta publicação para vos contar o que não foi dito na maior parte dos sites com que me deparei e para desmentir algumas das coisas que pelos autores de determinados artigos foi dito.

PARIS NÃO É CARO

Também não é das cidades mais baratas que já visitei. Pagar 2,50€ por um café não foi algo que entusiasmou particularmente mas, sinceramente, foi das poucas coisas que realmente me fez confusão. 

O bilhete de metro é 1,90€, existem diversas opções de refeições a 5,00€ (especialmente se não se importarem de comer falafel/kebabs o tempo todo), já para não falar nos supermercados, que praticam preços semelhantes aos que encontramos em Portugal. 

Se optarem pelas opções mais em conta, sempre têm disponibilidade para algumas excentricidades. Fazer refeições de 10€ a 20€ não é, certamente, a vossa única opção.



AS PESSOAS NÃO ANDAM EXTREMAMENTE BEM VESTIDAS

Vários dos artigos que li enfatizavam o facto de Paris ser uma das principais cidades da moda, pelo que as pessoas se arranjavam muito e, passo a citar, "valorizavam mais a boa aparência do que o conforto". Não se deixem iludir, é mentira. 

Claro que há pessoas bem vestidas, arranjadas ou maquilhadas, como em qualquer outro sítio. Também há pessoas sem paciência para isso e que saem de casa com a primeira coisa que encontram no armário - E não são a minoria! Vocês vão de férias, não vão desfilar na Paris Fashion Week - levem roupa e calçado confortável!



PARIS É ENORME, A TORRE EIFFEL É PEQUENA E É TUDO DISPERSO

Seria de esperar que todas as coisas que mais queremos ver estivessem todas ao pé umas das outras, mas não estão. Além disso, só conseguem ver a Torre Eiffel se estiverem num terraço ou ao lado dela, pois é super pequena quando comparado àquilo que vemos nos filmes ou fotografias. 

Paris é uma cidade enorme, muito difícil - mas não impossível - de conhecer a pé. Organizem as vossas visitas por zonas, pois evitam andar a saltitar de zona em zona para ver aquilo que querem. Não se iludam pelos mapas, se pretenderem andar a pé, levem as vossas sapatilhas mais confortáveis e preparem-se para andar muito.

O METRO NÃO É DIFÍCIL DE ENTENDER

Ver o mapa do metro pela primeira vez é assustador. Dezasseis linhas identificadas com números, letras e cores misturadas, comboios e metros no mesmo sítio, enfim. 

Não se preocupem, assim que entrarem no metro, as coisas começam a fazer sentido e, além disso, só precisam de duas/três linhas para correr os pontos mais turísticos. 



SER JOVEM COM CIDADANIA EUROPEIA É MUITO BOM

Quando parti para Paris, a informação disponibilizada nos sites pareceu-me controversa relativamente ao preçário de acesso aos museus. 

Basicamente, se forem cidadãos de um país da União Europeia com menos de 26 anos, a entrada nos museus nacionais é gratuita (incluindo o Louvre). Aproveitem enquanto são jovens, porque pagar entrada em cada museu que entram não vos vai sair barato.

ENTRAR NO LOUVRE NÃO DEMORA UM DIA

Uma informação que não está em sítio nenhum (que se saiba) e que vos poupa muito tempo na bilheteira do Louvre é o facto de poderem comprar bilhetes no centro comercial Carrousel du Louvre

No entanto, não é interesse da administração que os turistas saibam desta bilheteira alternativa, mesmo por baixo do museu (tanto que a recepcionista a quem pedimos indicações nos disse que não havia nada disso e que os bilhetes deveriam ser adquiridos na bilheteira principal. Quando confrontada com o facto de a bilheteira secundária efectivamente existir, lá nos indicou o caminho. Sejam espertxs, meninxs!). 



Se forem cidadãos de um país da UE com menos de 26 anos, só precisam de esperar na fila de quem já tem bilhete e apresentar a vossa identificação no interior do museu, o que já vos poupa uma série de tempo! Ainda que entrar no Louvre não demore um dia, a sua visita pode perfeitamente demorar esse tempo, pelo que a menos que só queiram ver a Gioconda, aconselho-vos a passar lá toda uma tarde, no mínimo.

NÃO FIQUEM DEMASIADO PREOCUPADOS COM A VOSSA SEGURANÇA

Uma das coisas que mais li foi a questão da segurança numa cidade como Paris. Existe uma série de esquemas que, pela forma como são apresentados nos artigos, nos faz sentir que a qualquer esquina seremos assaltados ou enganados. Não é bem assim. 

Tenham o cuidado normal com os vossos pertences, sobretudo malas, pois os carteiristas nunca são os que estão à vista e fazem o trabalho impecavelmente bem quando não estamos com atenção às nossas coisas. Quando estiverem em zonas particularmente turísticas, tenham especial atenção, mas não deixem que isso vos consuma. 

Estive seis dias em Paris e só me confrontei com o esquema da pulseira, apercebi-me logo do que se passava e disse ao homem para se ir embora. Ele lá foi, mas não sem primeiro tentar colocar uma pulseira no braço de uma amiga minha. Foi a única coisa que aconteceu e estávamos ao lado da Torre Eiffel.



OS FRANCESES NÃO SÃO RUDES NEM MAL EDUCADOS

Por último, o clássico. Quantas vezes já não ouviram dizer que os franceses são isto e são aquilo? Não se deixem iludir, não precisam de ir a Paris ou a qualquer outra zona de França para confirmarem que uma afirmação destas só pode ser falsa. 

A maioria dos franceses com que me cruzei eram super simpáticos, esforçavam-se por falar o inglês quando o meu francês já não esticava mais do que "Bonjour, ça va?" e não olhavam para os estrangeiros como se fossem extraterrestres. Enfim, estamos numa cidade cheia de gente, tanto podemos levar com gente simpática como apanhar alguém num mau dia! 

Numa semana, só houve um episódio que me deixou boquiaberta. Fui com uma amiga a uma queijaria e pegámos no queijo que queríamos comprar. Só o cheirámos e a velhota que tomava conta do sítio começou a reclamar connosco. 

Essa minha amiga, que como Canadiana que é, lá arranhava o francês muito melhor que eu, ainda a tentou acalmar e explicar que não fez por mal e que ia levar aquele queijo, pelo que não haveria problema. Enfim, chegou a um ponto em que a dita velhota a mandou voltar para o país dela. Como é óbvio, não comprámos nem queijo, nem voltámos lá. Foi logo no primeiro dia e nada de semelhante voltou a acontecer.




Tentem aproveitar ao máximo as vossas viagens, mas mostrem-se confortáveis e confiantes, mesmo que não saibam bem onde estão e como as coisas funcionam. Perguntem aos locais o que fazer e como, em vez de se dirigirem apenas aos pontos turísticos e deixarem que a vossa noção de um determinado sítio se prenda a uma zona que só o identifica, mas não caracteriza. Aprendam o que tiverem a aprender e partilhem as informações com os outros. Certamente já houve muitos a partilhar o que escrevi acima, mas como não me cruzei com nenhum desses artigos no entretanto, decidi eu mesma dar voz à situação. 




Beijo e até uma próxima!




2 comentários

  1. Wow sempre achei que a Torre Effeil seria grande devido a todos os filmes mas realmente parece pequenina ahah , também fiquei muito surpreendida com os preços das refeições!
    Adorei o post , foi muito interessante e amei o teu blog!
    Segui :)

    Beijinhos
    Xo ,Sabi |https://sabi-diary.blogspot.pt

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  2. No ano passado visitei Paris, e identifico as tuas afirmações.
    Gostei muito da cidade, mas não me via a viver lá.
    Beijinhoo
    Tânia
    Pearlsandpeanuts.pt
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